A mãe de Gwendolyn Williams nem queria acreditar quando a filha de oito anos trouxe para casa uma nota, na última sexta-feira, onde a escola que frequenta em Nova Iorque apelidava a criança de «gorda» e alertava para o excesso de massa gorda da menina. Gwendolyn é tudo menos gorda: mede cerca de 1,20 metros e pesa menos de 30 quilos. A mãe teme que a nota da escola deixe a filha confusa em relação ao próprio corpo.

«A minha filha é magra. Ela sabe que não tem qualquer problema de peso. Mas nessa noite, peguei-lhe na pele na zona da cintura e ela perguntou-me se era daquilo que estavam a falar», contou Laura Bruji Williams, a mãe de Gwendolyn, citada pela FoxNews.

Gwendolyn e os colegas de escola foram avaliados por um programa municipal de combate à obesidade. Os resultados foram enviados às crianças num envelope fechado, com a indicação que não deviam abrir e entregar assim aos pais. Mas Gwendolyn e a maioria das crianças não resistiu e leu a carta.

«Algumas das colegas delas descobriram que eram obesas e choraram», conta Laura Williams.

De acordo com o «New York Post», a mãe da menina abordou o diretor da escola sobre o conteúdo da carta. Ele mostrou-se solidário, mas reafirmou que as crianças tinham recebido instruções específicas para não as abrirem.