A polícia canadiana foi chamada para uma colisão entre um carro e um camião, na segunda-feira passada, em Nisku. Mas, quando os agentes chegaram ao local, depressa perceberam que não se tratava de um acidente qualquer.

Dentro do carro estavam cinco pessoas, todas nuas. No camião, além do condutor, estavam três pessoas que tinham sido raptadas.

Segundo a imprensa canadiana, as vítimas - um homem, uma mulher e um recém-nascido - tinham sido raptadas de casa, 17 minutos antes da colisão, pelas tais cinco pessoas que estavam nuas dentro do carro.

O homem foi enfiado na mala do carro, mas conseguiu fugir; a mulher e o bebé também conseguiram sair, ninguém sabe bem como. Estavam descalços, o que chamou a atenção do camionista que ia a passar.

“Ele parou para ver, obviamente, se eles precisavam de ajuda. Estamos no inverno e, se há pessoas a correr sem sapatos, vais tentar ajudá-las”, disse Derek Scott, da empresa a que pertencia o camião, à CTV.

Foi nessa altura que o carro bateu de propósito contra o camião. A polícia chegou então ao local e deteve as cinco pessoas: um homem e quatro mulheres, duas delas menores de idade. Estavam todos nus quando a temperatura era cerca de 12 graus negativos.

Segundo o pai das raparigas detidas, uma de 13 e outra de 15 anos, tudo se deveu a um chá alucinogénio que os cinco suspeitos beberam ao pequeno-almoço.

O chá tinha sido adquirido pelo homem detido, na Índia, e foi partilhado pelas duas menores, a mãe destas e um casal de amigos.

“É um pensamento assustador: ‘Vamos experimentar este chá que comprámos’. E depois sentam-se todos a pensar que vão ter uma manhã agradável e acabam nesta circunstância”, disse o pai das jovens ao The National Post. O homem não foi identificado para que as menores também não o sejam.

Segundo a mesma fonte, os cinco raptores não se lembram de nada e as análises feitas no hospital não revelaram a presença de drogas ilegais. A culpa terá sido mesmo do chá.

O pai das duas menores garante ainda que as três pessoas que foram raptadas são amigas da família.

As menores foram entretanto libertadas da prisão, mas os adultos, que têm entre 27 e 35 anos, poderão vir a ser acusados de rapto.