Um homem com 79 quilos de peso foi colocado para fora de um avião nos Estados Unidos da América com o argumento de que era demasiado pesado. Dan Nykaza, um dentista, já estava sentado no seu lugar no aparelho da American Airlines que iria fazer o voo regional de O'Hare com destino a Salt Lake City. Quando o avião se preparava para descolar, Dan Nykaza e outro passageiro foram retirados à força da aeronave para reduzir o peso.

"Estava sentado no avião há 20-30 minutos e os comissários de bordo vieram em direção a mim e disseram: ‘Você tem que sair. Você tem que sair. Você está fora do avião’", contou Dan Nykaza à ABC7 Chicago.

 

"E eu perguntei: ‘Porquê?’ Porque havia muito peso no avião e ninguém queria ficar com o voucher que eles ofereciam. Então, escolheram duas pessoas, e eu fui uma delas”, explicou.

“Por causa disso perdi todo o fim de semana. O meu sobrinho estava lá, a minha filha, foi triste”, acrescentou Dan Nykaza.

"Fiquei em choque, não dormi nessa noite, estava meio anestesiado no primeiro dia ou dois”, revelou.

Citado pelo jornal britânico The Telegraph, o especialista em aviação Brian Sumers explicou que “cada avião tem um máximo de peso permitido para voar. Eles não podem descolar se o peso for superior ao permitido.”

Brian Sumers acrescentou que, se ninguém aceitar um voucher voluntariamente, eles tentam perturbar o menor número de pessoas possível.

Dan Nykaza, que tem estatuto de passageiro frequente, disse que ficou tão revoltado com a decisão que recusou o vale de 200 dólares (183 euros) que lhe foi oferecido.

Após o incidente, o dentista enviou um e-mail para a companhia aérea, mas passou uma semana e não obteve resposta.

A American Airlines emitiu entretanto um pedido de desculpas e ofereceu a Dan Nykaza um vale de 500 dólares (460 euros) e 15.000 milhas aéreas.

Um porta-voz admitiu que, ao abrigo da lei federal dos direitos dos passageiros, os comissários de bordo deveriam ter oferecido a Dan Nykaza mais do que um vale de 200 dólares (183 euros).

O mesmo porta-voz acrescentou que os comissários de bordo deveriam ter retirado do avião as últimas duas pessoas que reservaram bilhete e não os dois últimos passageiros a fazer “check-in”.