Josephine Witt, que subiu em topless ao altar da Catedral de Colónia, na Alemanha, durante a missa de Natal, foi julgada esta quarta-feira. O tribunal alemão considerou a feminista do grupo radical de protesto Femen, de 21 anos, culpada por «perturbar a prática da religião» e definiu uma multa de 1200 euros.
 
Em protesto contra a Igreja Católica e a sua hierarquia, Witt subiu ao altar seminua, a 25 de dezembro de 2013, com as palavras «Eu sou Deus» escritas no corpo.
 
«Colónia é a capital dos católicos na Alemanha e o cardeal Meisner tem uma orientação muito conservadora», disse Witt à agência de notícias DPA, depois do protesto.
 
«Não queria chocar ninguém. Até Jesus está pendurado nu na cruz», explicou a ativista ao jornal alemão Deutsche Welle.
 
A ativista, que se declarou ateia, pretendia reivindicar o direito ao aborto livre, gratuito e sem restrições. Argumentou que estar nua numa igreja não deveria ser crime, uma vez que as figuras dos frescos pintados por Michelangelo, na Capela Sistina, também estão.
 
O grupo Femen, fundado na Ucrânia, em 2008, comparou o caso de Witt com o julgamento das ativistas feministas na Rússia, depois de o grupo realizar um protesto numa igreja ortodoxa russa em Moscovo em que três membros foram presos.