Há um novo desafio que está a tomar conta das redes sociais: uma gravação de áudio tem motivado conversas sobre aquilo que se ouve: "Yanny" ou "Laurel"?. O mesmo áudio, mas com interpretações diferentes. Se esta história lhe parecer familiar, é mesmo. Lembra-se do vestido azul e preto?

Nas discussões nas redes sociais, as pessoas que dizem que ouvem "Yanny", dizem que é dito com uma voz mais aguda e os outros, que ouvem "Laurel" afirmam ouvir numa voz grossa e masculina.

Mas o melhor será ouvir e decidir por si:

Uma semana depois da gravação se ter tornado viral, o homem que fez a gravação revelou aquilo que realmente disse. Jay Aubrey Jones, ator e cantor na Broadway, em declarações à revista Time admitiu ter dito "Laurel". E ainda revelou que o áudio foi gravado para um exercício de pronunciação para o website Vocabulary.com há dez anos. 

Na maioria das vezes, ouço "Laurel". Consigo ouvir um bocadinho de "Yanny", admite Jay, que até ele às vezes ouve "Yanny".

Ao jornal The Guardian, o professor de psicologia da Universidade de Sydney, David Alais, explicou que este caso pode ser um exemplo de um "estímulo percetualmente ambíguo", que leva a que o cérebro não se consiga decidir em relação ao que está a ver ou ouvir.

Esta falta de ambiguidade deve-se ainda a duas razões: em primeiro lugar, à idade. Quanto mais velhos estivermos mais os ouvidos ficam sensíveis à alta frequência. Em segundo lugar, a diferença da pronúncia entre "Yanny" e "Laurel" gerados por computador, acentuados na América do Norte, que se distingue de como seria pronunciado no Reino Unido ou na Austrália. 

Os internautas dizem ainda que se baixarmos a frequência do áudio é mais provável ouvir a palavra "Laurel", enquanto que se subirmos a frequência a probabilidade de ouvirmos "Yanny" é maior.