Uma escola primária em Leeds, no condado de West Yorkshire, na Inglaterra, tem sido criticada por pedir aos pais cerca de 2250 euros por uma viagem de estudo à ilha de Barbados, na América Central.

Os pais dos alunos da Horsforth School dizem, no Facebook, que a viagem é “vergonhosa”,  “repugnante” e “apavorante”. O diretor de recursos humanos da escola, Lauren Robinson, respondeu à indignação, dizendo que a instituição queria reiterar que a viagem não é obrigatória.

Numa carta aos pais com as informações da viagem, o departamento de educação física disse que as crianças a partir dos 8 anos podiam ficar sete noites, em regime de meia-pensão, no Hotel Butterfly Beach Hotel no sul da ilha. Para além disso, os participantes tinham a oportunidade de ir ao “tradicional evento noturno”, a um cruzeiro de catamarã, a um parque aquático e receberiam um kit especial de desporto.

Os alunos de futebol masculino e feminino e de netball – espécie de basquetebol, por norma praticado por mulheres – iriam jogar três partidas com equipas locais.

Lauren Robinson disse que a escolha do destino tinha sido, “em parte, impulsionado pelo ponto de vista dos alunos e por algumas deficiências com as opções atuais (possibilidade de ir a destinos como Itália e Espanha, como nos anos anteriores).”

A escola disse: “O custo da viagem a Barbados é alto, mas é equilibrado de acordo com o maior número de eventos acessíveis, a partir de intercâmbios residenciais, visitas de estudo de um dia e eventos baseados na escola”. 

Em relação ao número de professores que vão à viagem não houve informação divulgada.

Linsi Tidswell, mãe e madrasta de quatro alunos da escola, escreveu no Fok
acebook:
 

 “Só me questiono sobre os pensamentos das pessoas da Horsforth School ao decidirem fazer uma viagem desportiva para Barbados, no próximo ano, com o custo de cerca de 2200 euros por criança”.

A educadora acrescentou ainda que está "apavorada" e que é "injusto pôr essa  pressão nos pais", uma vez que ou têm o dinheiro para pagar a viagem ou terão que dizer não aos filhos.

“Isto está a dividir os pais que podem pagar e os que não podem. Para mim, a escola é excelente mas devia promover igualdade de oportunidades para todos os alunos”