Por: Redacção / SC | 12- 3- 2011 10: 51
O primeiro-ministro José Sócrates compreende que os jovens se manifestem e «exprimam a sua frustração», mas defendeu que
este Governo está a resguardar os interesses ao eleger «políticas de modernidade» e «para o futuro».
«Eu compreendo
bem as ansiedades e os problemas dos jovens, compreendo muito bem», disse José Sócrates, no final de uma reunião de líderes
da Zona Euro que terminou na madrugada de sábado, sobre o protesto «Geração à Rasca» que está convocado para este sábado em
várias cidades de Portugal.
O primeiro-ministro assegurou que o Governo está a fazer «o seu melhor» para responder
aos problemas dos jovens e referiu ainda entender as frustrações.
«Compreendo que se manifestem e que exprimam tantas
vezes a sua frustração. Sou o primeiro a reconhecer isso: o acesso dos jovens ao mercado de trabalho não é aquilo que nós
desejaríamos. Mas isso faz-se actuando e defendendo o nosso país, e foi isso que nos fizemos aqui esta noite», na reunião
em Bruxelas, explicou.
José Sócrates nomeou ainda várias medidas para uma «política moderna» e de «defesa dos jovens»,
que foram tomadas ao longo de seis anos, desde que é primeiro-ministro, tais como «a lei mais justa na interrupção voluntária
da gravidez», «a lei da paridade, para que mais mulheres tenham acesso à vida política», a «iniciativa legislativa no campo
do divórcio litigioso» ou «a lei que permite em Portugal o casamento entre pessoas do mesmo sexo» e afirmou que «é assim que
se constrói uma política para o futuro».
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