Por: Redacção / MM | 1- 12- 2011 20: 38
A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, pediu, esta quinta-feira, o «empenho» dos jovens sociais-democratas para
o combate pela criminalização do enriquecimento ilícito, que terá a oposição sempre dos «mesmos», apesar de o direito penal
não ter «efeitos retroactivos».
Paula Teixeira da Cruz defendeu que «Portugal precisa de higiene», «não só na política»,
mas também «no tecido empresarial». «Peço a vossa reflexão, o vosso empenho, o vosso auxílio neste combate, que é um combate
duro, ao qual muitos se oporão e todos nós percebemos porque é que se oporão. Serão sempre os mesmos a oporem-se, mesmo que
o direito penal não tenha efeitos retroactivos», afirmou Paula Teixeira da Cruz, sem concretizar.
Num almoço da Universidade
Política da JSD de Lisboa, a ministra da Justiça reiterou que o projecto do PSD para a criminalização do enriquecimento ilícito
não sofre de «nenhuma inconstitucionalidade». «De resto, é muito curioso que tantos defensores da criminalização do enriquecimento
ilícito de repente tenham passado a ferozes opositores da criminalização do enriquecimento ilícito, invocando a questão do
ónus da prova, como se isso não sucedesse ao pontapé no que respeita aos crimes no âmbito fiscal», argumentou.
«Aí
nunca houve vozes a levantarem-se contra o ónus da prova e nem sequer é o que sucede na criminalização do enriquecimento ilícito»,
acrescentou.
O grupo de trabalho da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais para o enriquecimento ilícito,
que reúne deputados de todos os partidos, está a elaborar um texto final relativo aos diversos projectos de lei que foram
aprovados na generalidade.
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