logotipo tvi24

PSP: Governo corta nas chefias para reduzir custos

Garante Passos Coelho que salienta que reorganização da PSP «determinará uma significativa redução de despesa»

Por: Redacção / CLC    |   2012-07-30 16:04

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que a proposta de reorganização da PSP «determinará uma significativa redução de despesa», implicando eliminação de cargos, num sistema que se revelou «dispendioso, mal dimensionado e pouco racional».

«A recente proposta de reorganização da PSP determinará uma significativa redução da despesa. Está prevista a eliminação de cargos e um downgrading das categorias e postos necessários ao preenchimento dos lugares de chefia, de acordo com os desígnios e objetivos do PREMAC [Programa de Redução e Melhoramento da Administração Central]», afirmou Passos Coelho.

O chefe de Governo visitou a Unidade Especial de Polícia, em Belas, no concelho de Sintra, onde assistiu a vários exercícios, como um assalto terrorista a uma embaixada, uma tomada de reféns num edifício urbano e um «atentado contra alta entidade», envolvendo uma manifestação, entre outros.

Passos Coelho disse que «o Governo, ao iniciar funções, deparou com um Ministério da Administração Interna com graves insuficiências financeiras e orçamentais e atrasos na legislação aprovada».

O primeiro-ministro considerou no domínio da segurança interna «a multiplicidade de intervenientes, conjugada com uma manifesta confusão conceptual do modelo existente conduziram a concorrências e a conflitos indesejáveis, que se traduzem num sistema dispendioso, mal dimensionado e pouco racional».

«Para obviar às disfunções detetadas, preconizamos uma clarificação do sistema policial português, através da evolução, programada e gradual, do mesmo para um modelo dual puro», afirmou.

Segundo Passos Coelho, «o princípio da complementaridade permite explorar as sinergias das componentes, com a consequente redução de custos, em simultâneo com a eliminação da conflitualidade entre aquelas, conjugada com uma clara distinção na distribuição de competências e alicerçada em princípios doutrinários e em exemplos testados noutros países».

O primeiro-ministro disse ser seu «desejo» que Portugal «mantenha o perfil de que goza hoje em dia na comunidade internacional e também na União Europeia, de um país em que os níveis de criminalidade geral são relativamente mais baixos do que várias outras nações europeias e em que a criminalidade mais grave e violenta está dentro de limites que tornam Portugal um país atrativo para o Turismo, atrativo para o investimento».

Passos Coelho sublinhou que o país tem «uma taxa de cobertura de 488 polícias por 100 mil habitantes», um valor que «só é ultrapassado, na Europa, pelo Chipre e pela Itália».

«A média nos países europeus é de 352, situando-se assim Portugal bastante acima», afirmou.

Assim, para o chefe de Governo, a segurança deve construir-se «em função das necessidades e não em função de hábitos ou de certezas absolutas e pré-estabelecidas».

Partilhar
FOTOGALERIA:
Exercícios Unidade Especial de Polícia

Passos Coelho (Mário Cruz/Lusa) EM CIMA: Passos Coelho (Mário Cruz/Lusa)

«Desvio internacional pode fazer com que flexibilização seja necessária»
Deputado Luís Menezes, na TVI24
«PM sabe que vai ser necessário um novo resgate»
Eurodeputada Ana Gomes na TVI24
«Eu julgava que o investimento não tinha hora»
Constança Cunha e Sá considera «bizarro» o anúncio de Vítor Gaspar de que chegou «o momento» de criar um supercrédito fiscal
EM MANCHETE
Deu mais Bayern
Equipa de Munique venceu Dortmund por 2-1 na final da Liga dos Campeões em Wembley
«Renegociar défice de 4 para 4,5% pode não ser suficiente»
Mota Soares está «convicto» que TSU dos pensionistas não avança
PUB