Por: Redacção / VC | 12- 5- 2011 9: 45
Eduardo Catroga diz que os políticos e os jornalistas estão desviados da discussão das questões estruturais do país e que
se andam a discutir «pentelhos».
O coordenador eleitoral do PSD garantiu que se fala demasiado em assuntos pouco
importantes e se esquecem as questões de fundo.
«Apresentámos medidas das mais importantes que foram apresentadas
neste país. Pois ninguém discute. O PS não tem programa, anda-se a agarrar, quando o próprio PS assinou a redução da taxa social única».
Este tema tem sido, de resto, dos mais polémicos
em clima de pré-campanha eleitoral, assim como o IVA, matéria em que o próprio Catroga e Passos Coelho não estão de acordo. E o PS aproveitou para tirar partido da situação.
O representante do PSD nas negociações com a troika acusou
ainda os jornalistas de não discutirem «quais são as medidas do sistema de justiça, como é que vão reforçar o poder dos directores
das escolas, como vão reforçar o ensino técnico-profissional que vai ser uma revolução, etc».
Ou seja, para Catroga,
que vai ser entrevistado esta quinta-feira à noite na TVI por Judite Sousa, «em vez de andarem a discutir as grandes
questões que podem mudar Portugal andam a discutir, passo a expressão, pintelhos».
«A minha geração só
fez porcaria nos últimos 15 anos»
O ex-ministro das Finanças quer que se olhe para a floresta e não apenas para
uma árvore. Foi o que pediu em entrevista ao jornal «i»: «Não se foquem nessas questões do IVA do vinho ou da cerveja. Na
altura em que estamos temos de olhar para a floresta, para as reformas que temos de fazer já».
Ora, para Eduardo
Catroga, quem tem conduzido os destinos do país não tem feito o que deve: «A minha geração nos últimos 15 anos só fez porcaria».
Daí que com o PSD quer mudar as coisas: «Deixámos nas conversas que tivemos com a troika que o PSD não põe em causa
os objectivos quanto Às metas do défice. Mas ficámos com duas liberdades: o novo governo pode propor à troika um mix de medidas
diferentes, desde que não ponha em causa os objectivos e, dentro do mesmo perímetro orçamental».
Catroga admite que
o programa da troika «está mais próximo do PEC 4, nas medidas de austeridade», mas «está mais próximo do programa do PSD,
no que diz respeito às medidas estruturais, no sentido de mudar o modelo económico».
Sobre as medidas que dizem respeito
ao mercado de trabalho, o PSD defende por exemplo a reestruturação do subsídio de desemprego «e estudar acabar com os contratos
a termo e fazer um contrato único, aumentando o período experimentar para as empresas não terem medo de empregar jovens. Há
medidas que servirão para dar um clique psicológico».
No que toca à Função Pública, «vamos reduzir o Estado paralelo,
promover serviço público, apostar nos recursos. Queemos dignificar os directores-gerais, espezinhados nos últimos anos pelos
assessores. Queremos despartidarizar a FP». Os novos dirigentes «vão deixar de ser amigos dos amigos».
«Abandalharam
a CGD com o Vara e o Bandeira»
Catroga referiu-se ainda às parcerias público-privadas: «É uma vergonha estas
PPP onde o risco comercial está do lado do contribuinte».
E também disse que a CGD tem de mudar: «Não pode ter interferência
política». O que aconteceu «nestes anos de Sócrates» é «um escândalo».
«Manuel Pinho convidou-me para almoçar e
disse: 'Dizem que vou para a CGD, mas aquilo só dá 350 mil euros e o carro também não é grande coisa'».
Catroga
respondeu que «abandalharam o banco todo» com Armando Vara e Francisco Bandeira.
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