Presidente do BCP: «Vamos dar a volta por cima»

Carlos Santos Ferreira diz que não há nada no memorando da troika que seja extravagante

Por: Redação / VC    |   19 de Junho de 2011 às 21:34
Que palavra pode dar um banqueiro aos portugueses, numa altura em que o país está nos braços da ajuda externa e a saúde da banca já teve melhores dias? Carlos Santos Ferreira, o presidente do BCP, deixa uma mensagem de optimismo: «Acho que vamos dar a volta por cima».

Em entrevista ao Jornal das 8 da TVI, o banqueiro começou por responder a Marcelo Rebelo de Sousa dizendo que «banqueiro deve ser cognome, é um estado transitório». Isto quando interpelado com o facto de os portugueses não gostarem muito dos banqueiros.

Depois, Santos Ferreira assegurou que « não há nada no memorando da troika que seja extravagante. Há duas coisas exigentes: o rácio de capital e uma revisão da carteira de crédito, um título simpático, mas que se não for executado com extremo cuidado pode trazer problemas», designadamente o estrangulamento da economia.

Agora, «não há nada no memorando que não sejamos capazes de fazer». Daí a palavra de tranquilidade que quis passar aos portugueses. «Acho que é possível e acho que nós vamos dar a volta por cima. Temos essa obrigação».

E deu até um exemplo de um caso de sucesso: «Na Suécia, nos anos 90, os bancos estavam falidos e recuperaram. Quem de nós é que não conhece pessoas que tenham dado a volta por cima? Nós vamos dar a volta por cima».



Na entrevista, Santos Ferreira foi ainda questionado sobre a exposição do BCP à dívida grega e sobre o aumento de capital que a instituição realizou recentemente.

Quanto ao primeiro caso, o presidente do maior banco privado português minimizou o facto de o BCP ter 700 milhões de euros de exposição.

Quanto ao segundo, mostrou-se confiante que todos os bancos portugueses vão cumprir e até superar as metas de liquidez exigidas pela troika.
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