Grua ardeu no porto da Figueira da Foz

As causas do incêndio estão a ser investigadas

Por: tvi24    |   21 de Janeiro às 16:56
Uma grua que estava a operar no terminal de granéis do porto da Figueira da Foz ardeu esta terça-feira, sem provocar feridos, e as causas do incêndio estão a ser investigadas, disse o comandante do porto local.

«A grua estava a operar quando ocorreu o incêndio que foi combatido e extinto pelos bombeiros», disse Paulo Inácio à agência Lusa.

O incêndio deflagrou na zona do motor da grua, cerca das 09:50, e a combustão dos óleos e combustível provocou uma nuvem negra visível de vários pontos da cidade.

«Não sendo técnico, diria que a grua está irrecuperável», frisou o comandante do Porto, afirmando que a «grande preocupação» da autoridade marítima passou por garantir uma zona de segurança em redor do equipamento - que possui várias dezenas de metros de altura - e se mantém até à sua remoção do local.

Ouvido pela Lusa, o comandante dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz, Nuno Osório, disse que o combate ao incêndio foi de «grande complexidade», dado que decorreu em altura e de «perigosidade extremamente elevada», por existir risco de colapso da estrutura.

«A grua estava assente em hidráulicos [sapatas que garantem a sua estabilidade] e, com a rotura de vedantes e tubagens e a combustão de matérias extremamente inflamáveis como óleos e combustíveis, o risco de colapso existia», explicou.

No ataque ao incêndio os bombeiros utilizaram uma emulsão de espuma «para o combate ser mais eficaz», adiantou.

O operador da grua, que se encontrava vários metros acima do motor onde deflagrou o incêndio, conseguiu sair ileso e, à chegada dos bombeiros, estava já no exterior, revelou Nuno Osório.

No local estiveram meios das corporações de Municipais e Voluntários da Figueira da Foz e dos Voluntários de Soure, num total de oito viaturas e 29 operacionais.

Já fonte da empresa Operfoz, proprietária do equipamento, adiantou que a grua ficou quase totalmente destruída, «menos a estrutura metálica».

«É uma grua com seis anos, nova em termos portuários. Vamos reunir agora com técnicos que vêm da Áustria para saber o que aconteceu», sublinhou.
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