logotipo tvi24

Soares diz que primeira missa do patriarca foi «uma vergonha»

Antigo presidente da República considera «incompreensível» que D. Manuel Clemente tenha deixado que Cavaco e Passos fossem aplaudidos

Por: Redacção / CM    |   2013-07-09 16:09

Mário Soares diz que a primeira missa do novo patriarca de Lisboa foi «um escândalo e uma vergonha».

Num artigo de opinião no Diário de Notícias, o antigo presidente da República considera «incompreensível» que D. Manuel Clemente tenha deixado que os políticos presentes na igreja dos Jerónimos, particularmente Cavaco Silva e Passos Coelho, fossem aplaudidos.

Soares acrescenta mesmo que a missa da entrada solene do novo patriarca realizada domingo passado foi instrumentalizada pelo Governo.

«A presença do presidente da República, nada discreta, de Passos Coelho e de Paulo Portas e mais a claque dos capangas que lá puseram para bater palmas (...) resultou num escândalo. Direi mesmo que foi uma vergonha que, infelizmente, o vai marcar negativamente perante os católicos, sem falar dos leigos, como eu, que se lembram dos tempos em que o fascismo utilizava a religião», escreveu o socialista.

«Uma igreja como o Mosteiro dos Jerónimos é um local sagrado, não é um lugar próprio para esse tipo de manifestações políticas», defendeu ainda o ex-chefe de Estado.

Partilhar
EM BAIXO: Mário Soares em conferência sobre 2 anos da Troika (Reuters)
Mário Soares em conferência sobre 2 anos da Troika (Reuters)

PS: Comissão de Fiscalização pede dados sobre quotas
E remeteu eventuais questões disciplinares para a Comissão Nacional de Jurisdição
«Em ano de eleições, se deus ajudar, até descem os impostos»
Comentário de Augusto Santos Silva na TVI24
«Lista de pedófilos é um incentivo à justiça popular»
Comentário de Santos Silva na TVI24
EM MANCHETE
Jihadistas executam outro jornalista
Estado Islâmico divulga novo vídeo com decapitação de Steven Sotloff (na foto). Carrasco parece ser o mesmo homem britânico
Cavaco recorda as suas palavras sobre o caso GES
«Lista de pedófilos é um incentivo à justiça popular»