A economia da zona do euro manteve seu impulso em agosto, com o crescimento a mostrar poucos sinais de que está a ser restringido pela votação no Reino Unido que culminou com o sim à saída da União Europeia.

O índice de gestores de compras - Manufacturing Purchasing Managers (PMI) - dos setores dos serviços e indústria da zona euro, compósito para a zona de 19 países subiu pelo segundo mês para 53,3 em agosto face aos 53,2 em julho, o melhor valor em sete meses. Acima do nível 50, o limite que divide a expansão da contração económica.

De acordo com a Bloomberg, o aumento foi impulsionado por uma melhoria nos serviços, enquanto a atividade manufatureira caiu.

"Os PMIs sugerem que o crescimento é ainda mais robusto no setor de serviços do que na indústria - um fenómeno que pode ser observado em muitas regiões e que anda de mãos dadas com o crescimento lento do comércio global de mercadorias", disse Holger Sandte, analista chefe para Europa do Nordea em Copenhagen, citado pela Bloomberg.

"Não há sinais de que a recuperação tenha descarrilado devido à incerteza provocada pelo  Brexit", disse Chris Williamson, economista-chefe da Markit, em Londres.

O PMI vai "fazer aumentar a crença" de que o Banco Central Europeu não vai ter a necessidade de lançar mais estímulos à economia, no imediato. Mas "a fraqueza do ritmo geral de expansão e as perspetivas, dececionantes, de criação de emprego, otimismo nos negócios e preços, sugerem que os decisores políticos terão que manter essa porta aberta [de mais estímulos] ", acrescentou.