Amal Clooney, advogada de Direitos Humanos e mulher do ator George Clooney, pretende levar o caso das mulheres Yazidi que foram feitas escravas sexuais pelos militantes do Estado Islâmico no Iraque ao Tribunal Penal Internacional.

A advogada da Doughty Street Chambers de Londres pretende levar o grupo radical islamita ao tribunal internacional para que este seja punido por crimes contra a comunidade Yazidi.

“Sabemos que milhares de Yazidis têm sido assassinados e que milhares de mulheres Yazidi têm sido escravizadas”, declarou Clooney.

Para o Estado Islâmico, a comunidade Yazidi, uma minoria religiosa do Iraque, é adoradora do diabo e deve, como tal, ser aniquilada ou escravizada. Crescem a cada dia os relatos de crimes praticados contra os Yazidi e outras minorias religiosas que, na melhor das hipóteses, são obrigadas a abandonar os seus lares e a fugir.

Paralelamente, o número de defensores da causa Yazidi também cresce: além de Amal Clooney e de outros casos particulares, Nadia Murad, que pertence a esta comunidade religiosa e que escapou aos jihadistas, prestou já o seu testemunho perante a Organização das Nações Unidas, dando impacto e visibilidade internacional aos acontecimentos.

De acordo com as Nações Unidas, cerca de 7.000 mulheres, principalmente Yazidis, foram presas, escravizadas e mortas pelos radicais, sendo que pelo menos metade destas mulheres continuam reféns dos militantes do Estado Islâmico.

Os atos perpetrados pelo grupo foram já considerados pelos Estados Unidos, pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da Europa como genocídio.