A Alemanha decidiu este sábado juntar-se ao grupo de 11 países do G20 que defendem uma «resposta internacional firme» contra o uso de armas químicas na Síria, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão.

Guido Westerwelle fez o anúncio à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia em Vilnius, na Lituânia, explicando que não assinou a declaração emanada do G20 na sexta-feira não porque tivesse alguma «objeção notável», mas sim porque queria «ter a oportunidade de fazer uma consulta primeiro ao nível europeu».

«A Alemanha encara-se como o advogado dos pequenos países da União Europeia que não se sentam à mesa do G20», argumentou o ministro, sublinhando que a posição da França - esperar pelo relatório dos peritos das Nações Unidas enviados à Síria antes de decidir qualquer ação - «foi uma contribuição realmente decisiva» para o debate em Vilnius.

Num comunicado emitido este sábado, a chanceler alemã, Angela Merkel, considera que a posição comum emitida pela União Europeia é de «importância inestimável» e afirma que «o sucesso de Vilnius mostra até que ponto a posição da Alemanha em São Petersburgo, de pugnar por uma posição comum europeia, era o caminho certo».

Na terça-feira, a chanceler havia dito, num debate no Parlamento, que era «claro que a Alemanha não vai participar em qualquer ação militar», tendo acrescentado que iria «fazer todos os possíveis para haver uma resposta uníssona da comunidade internacional».

Os líderes e representantes de 11 países pediram na sexta-feira uma «resposta internacional firme» contra o uso de armas químicas na Síria, segundo um comunicado divulgado pela Casa Branca, após o encerramento da cimeira do G20.

A declaração, assinada à margem da cimeira do grupo dos países mais ricos do mundo e das potências emergentes (G20) em São Petersburgo (Rússia), conta com o apoio da Austrália, Arábia Saudita, Canadá, Espanha, França, Itália, Japão, Reino Unido, Coreia do Sul, Turquia e dos Estados Unidos.

A Alemanha tinha sido o único país europeu membro do G20 que não assinou este apelo.

O comunicado acrescenta que «aqueles que cometeram estes crimes têm que ser responsabilizados».