Portugal ocupava em 2012 a 14.ª posição entre os 27 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) no índice «Mulheres no Mercado de Trabalho», tendo caído quatro posições desde 2011 e dez desde 2000.

O índice é realizado anualmente pela consultora PricewatherhouseCoopers (PwC), que analisa o papel da mulher na economia dos países que fazem parte da OCDE, e que dá pelo nome de «Women in Work Index».

Segundo a PwC, para o mais recente ano em análise, Portugal está sensivelmente a meio da tabela, o que, para a consultora, é consequência do aumento das diferenças salariais entre homens e mulheres e do aumento da taxa de desemprego entre o sexo feminino.

«Ressalta também do estudo que a crise económica condicionou, transversalmente, o desempenho dos países do sul da Europa, nomeadamente de Portugal», diz a PwC.

Por outro lado, no lado oposto da tabela, estão os países nórdicos com a Noruega a liderar, logo seguida da Dinamarca e da Suécia, sendo que estes três países ocupam o pódio desde o início da elaboração deste ranking, em 2000.

Nesse ano, Portugal ocupava o quarto lugar da tabela, o que colocava o país «15 pontos acima da média da OCDE, diferença que em 2012 se encontra praticamente anulada, situando-se apenas nos 0.2 pontos».

Segundo a consultora, o indicador em que Portugal se encontra melhor posicionado é o da empregabilidade das mulheres a tempo inteiro, onde está em 5.º lugar.

Já no que diz respeito ao desemprego do sexo feminino, Portugal encontra-se na 25ª posição. «É notório que, no que diz respeito à diferença salarial entre homens e mulheres, Portugal está a retroceder quando comparado com outros países da OCDE (de 8% para 15% de 2000 a 2012)», refere o estudo.

A consultora refere que, apesar de se ter verificado um ligeiro aumento da representação feminina nos conselhos de administração das empresas, em Portugal continuam a não existir políticas de discriminação positiva, «como o estabelecimento de quotas para a contratação de mulheres».

«Como era expectável, os aumentos mais significativos neste índice foram da França, Holanda, Itália e Bélgica onde esta medida das quotas foi introduzida», adianta.

Segundo a PwC, este índice «é calculado com base numa fórmula que combina cinco indicadores-chave que refletem o papel da mulher na economia, sendo eles o gap salarial entre homens e mulheres, a proporção de mulheres no mercado de trabalho, quer em termos absolutos, quer em termos relativos; a taxa de desemprego do sexo feminino; e a proporção de mulheres que trabalha a tempo inteiro».