Os ministros do Ambiente da UE estimaram esta segunda-feira que vão precisar de 175 mil milhões anuais em 2020 para cumprir os objectivos de redução das emissões e evitar que a temperatura do planeta aumente acima dos dois graus centígrados, noticia a Lusa.

Após uma intensa ronda de negociações, em Bruxelas, os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) conseguiram chegar a este valor sem, no entanto, terem precisado quanto é que os países em desenvolvimento iriam receber desse total.

No mês passado, a Comissão Europeia, que havia proposto a mesma quantia, sugeriu que mais de metade do valor fosse para os países mais pobres do Mundo mas os ministros dos 27 consideraram ser cedo de mais para debater a questão.

Como condição prévia para receber financiamento, o Conselho de Ambiente da UE defende que os países em desenvolvimento devem divulgar os seus esforços de redução de emissões através de um registo público das medidas de mitigação tomadas.

Quanto ao acesso ao financiamento, os ministros do Ambiente dos 27 consideram não ser possível que todo o financiamento proceda de fundos públicos, pelo que seria necessário mudar a orientação dos investimentos do sector privado.

Outro ponto que levantou problemas entre as delegações europeias presentes no Conselho foi a divisão de esforços para reduzir as emissões poluentes.

Os 27 Estados-membros devem decidir os parâmetros a propor na cimeira sobre o clima das Nações Unidas, que se realizará em Dezembro, em Copenhaga, Dinamarca, e que deverá conduzir à assinatura de um acordo internacional sobre a redução dos gases com efeito de estufa pós-Quioto.

Bruxelas propôs quatro parâmetros - PIB per capita, emissões de gases com efeito de estufa por unidade de PIB, tendência de emissão e demográfica entre 1990 e 2005 - mas países como a Espanha, França e o Reino Unido querem acrescentar critérios adicionais.