Cientistas da agência espacial norte-americana revelaram um projeto para arrefecer e prevenir uma futura erupção do supervulcão de Yellowstone, localizado no estado norte-americano do Wyoming, que previsivelmente poderia pôr em risco a própria humanidade: em 2012, um estudo das Nações Unidas admitia que as reservas de alimentos durariam apenas 74 dias, no caso de surgir um "inverno vulcânico" prolongado.

Yellowstone é um dos cerca de 20 supervulcões identificados no planeta, nos quais, as maiores e mais devastadoras erupções ocorrem com uma frequência de 100 mil anos. Ainda assim, um desses fenómenos poderá ter efeitos devastadores sobre a civilização.

Fui membro do Conselho de Defesa Planetária da NASA que estudou um plano para defender o planeta de asteróides e cometas. Cheguei à conclusão durante o estudo que a ameaça de um supervulcão é substancialmente maior do que o perigo de um cometa", expôs Brian Wilcox, citado pelo site da BBC.

 No caso de Yellowstone, o perigo é potencial, mas suficiente para que os cientistas tenham um plano para o "acalmar". Já que as erupções de água quente que gera, misturadas com bactérias existentes à superfície criam o fenómeno do Morning Glory Pool, uma piscina de cores verde e amarelo, que é atração turística no parque nacional localizado no estado norte-americano do Wyoming.

Plano e rendimento

Os cientistas da NASA, segundo revela o site da britânica BBC, consideram a ideia de perfurar a cúpula do vulcão até à câmara de magma e aí injetar jatos de água em alta pressão, de forma a libertar calor. Prevenindo assim uma explosão no futuro.

Trata-se, contudo, de uma ideia arriscada.

Perfurar até à câmara de magma e tentar arrefecê-la desta forma é arriscado. Pode levar a que a cápsula sobre a câmara de magma fique mais quebradiça e propensa a fraturar-se. O que pode desencadear a libertação de gases voláteis nocivos", explicou o cientista Brian Wilcox.

Apesar das dúvidas científicas, o projeto tem um custo estimado da ordem dos três mil milhões de euros. Sem que, caso seja iniciado, quem o ponha em andamento dificilmente o verá concluído. Porque se prevê que, a furar um metro por ano, serão precisos milhares de anos até atingir os dez quilómetros a que estará a câmara de magma subterrânea do supervulcão de Yellowstone.

Com este projeto, será de iniciar-se o processo, sendo que a principal rentabilidade diária será o fornecimento de energia", explicou o cientista Brian Wilcox.