A EasyJet planeia ter aviões elétricos a efetuar voos de curta distância dentro de uma década. O protótipo será desenvolvido por uma empresa norte-americana, chamada Wright Electric, que já construiu um avião de dois lugares alimentado por uma bateria elétrica.

De acordo com a companhia aérea de baixo custo, citada pela BBC, o novo avião, de 220 lugares, que já está a ser construído, estará preparado para fazer percursos até 335 milhas. Portanto, vai poder efetuar rotas populares, como de Londres para Paris, Bruxelas, Amesterdão, Colónia, Glasgow e Edimburgo.

Carolyn McCall, diretora da EasyJet, disse que o objetivo é apostar numa indústria de aviação mais sustentável.

Nós compartilhamos uma ambição com a Wright Electric para uma indústria de aviação mais sustentável. Assim como vimos com a indústria automóvel, a indústria de aviação está a investir na energia elétrica para reduzir o impacto no meio ambiente."

A Wright Electric afirmou que o apoio da companhia aérea é uma “validação poderosa” dos planos para desenvolver novas baterias de “armazenamento de energia”, que são mais leves do que os motores convencionais.

As empresas argumentaram que, se projeto for bem-sucedido, a nova tecnologia irá levar a uma diminuição do combustível gasto no ar e no chão e das emissões de gases de efeito de estufa e também tornará os aviões muito mais silenciosos.

No avião elétrico que está a ser desenvolvido, os motores vão ser colocados dentro das asas, em vez de serem pendurados debaixo delas. Já as baterias estarão situadas no corpo principal da aeronave.