Os «e-sports», as ligas de jogadores dos «electronic sports» - alguns deles verdadeiros profissionais - já se multiplicam um pouco por todo o mundo. E se há ligas, também há torneios e campeonatos à séria.

Neste género de jogos o formato de roleplaying é aplicado num mundo aberto. Podemos construir uma personagem à nossa medida (e isto vale tanto em termos de imagem, gráficos, como em termos dos «talentos», das capacidades próprias dessa personagem), para depois aterramos num mundo que normalmente envolve temas mais ou menos medievais e de fantasia.

Não há propriamente objetivos como nos jogos habituais. Há missões, mas não é tanto por aí. Somos livres para explorar, para fazer o que bem entendermos (e depois sofrer as consequências disso mesmo).

Se lá ao fundo há uma montanha, podemos ir até lá, mesmo que demore dias e  dias a andar a pé, ou um bocadinho mais depressa se formos a cavalo. Pelo caminho vamos atravessando aldeias, cidades, conhecendo outras pessoas, algumas delas tão «rookies», tão à toa como nós, e outras que já percebem muito bem o que andam ali a fazer nesta espécie de vida alternativa. E podemos aliar-nos ou tornar-nos inimigos dessas pessoas.

Parece básico, mas chega a envolver estratégias políticas, religiosas e até morais muito elaboradas. É na verdade um universo à parte.

O NXT reuniu alguns dos melhores exemplos deste tipo de jogos.
 
  • «The Elder Scrolls: Skyrim»: PC, PS3, XBOX 360
«Skyrim» é um destes casos, já com muitos anos em cima. Os fãs gostam tanto que garantem que podia muito bem ser um filme. Estão aqui os cenários grandiosos, a ideia da eterna demanda, com personagens de muitas raças e estranhos poderes. Há bestas extraordinárias, coisas que nem têm nome sequer, e amuletos, tesouros, luzes e escuridão, o mal e o bem.

Vive das imensas batalhas, no meio dos bosques, porque há sempre uma floresta negra. Para filme ainda falta aqui um argumento a sério. 
 
  • «League of Legends»: PC, Mac
 
«League of Legends» arrasa vai fazer seis anos e combina os tais elementos de roleplay com estratégia e batalhas, muitas batalhas, com ação à séria, em tempo real. Não é um jogo que se chega ao fim e pronto. Volta-se sempre para jogar um pouco mais, é super viciante e super competitivo. E de cada vez ficamos a conhecer um pouco melhor este universo alternativo.

É mesmo o género de coisa que só podia fazer sentido online. Equipas de campeões, personagens que demoraram dias e dias e batalhas e batalhas a apurar, desafiam-se dia após dia. Há torneios por toda a parte e um campeonato mundial.
 
Quem joga é mesmo assim que se vê: uma espécie de «Transformers», miúdos que, tal como nos desenhos animados japoneses, vivem de próteses, de magia e de poderes com que enfrentam o mundo. É uma transição para a vida adulta com direito a poderes especiais. 

Mas desenganem-se se pensam que este jogo é só para miúdos. Há muita gente grande a jogar «League of Legends». Este é um fenómeno perfeitamente transversal.
 
E até há um campeonato mundial de «League of Legends» que este ano reuniu 40 mil fãs num estádio de futebol na Coreia do Sul. Pela primeira vez, uma equipa norte-americana chegou aos quartos de final.
 
  • «Starcraft: Legacy of the Void»: PC, Mac
 
Para o ano que vem« Starcraft» promete revoluções extraordinárias. Já vai a caminho das duas décadas a deliciar jogadores em todo o mundo. Tem tudo aquilo que se referiu anteriormente, mas com uma abordagem mais ficção científica, estratégia militar jogada em tempo real.
 
  • «World of Warcraft»: PC, Mac
 
«World of Warcraft» é por definição o RPG online multiplayer, em modo massivo. Junta milhares de jogadores em simultâneo - a última expansão, «Warlords of Draenor», saiu agora e regista o espantoso recorde de 10 milhões de jogadores registados, um Portugal inteiro a jogar aquele que talvez seja o mais aventureiro dos jogos de que lhes estou a falar.

«World of Warcraft» está a celebrar os seus dez anos. É porventura uma das franchises mais duradouras na história dos videojogos e não dá sinais de ficar por aqui.
 
E como nisto dos videojogos nada é definitivo e todas as coisas se influenciam umas às outras, a Blizzard, a produtora que garante este «World of Warcraft» e que se especializou neste tipo de jogos, acaba de anunciar também um first person shooter, na linha de «Destiny» e «Halo», ou se quiserem, para os mais antigos como eu, uma espécie de reinvenção do «Quake». 
 
  • «Overwatch»: PC
 
«Overwatch» ainda não tem data de saída. É um tiro-neles para jogar em equipa, multiplayer, numa Terra do futuro altamente gráfica. Soldados, mercenários, cientistas, aventureiros e coisas estranhas lutam uns contra os outros num desafio à escala global.