A empresa Waymo já levou veículos sem condutor para estradas públicos, segundo a informação hoje revelada, numa sessão da Web Summit, em Lisboa, sobre os testes feitos em Phoenix, no estado norte-americano do Arizona.

“Não será em 2020, é hoje”, afirmou o presidente executivo da empresa, fundada em 2009 enquanto projeto da Google para veículos autónomos, antes de lançar o vídeo sobre os testes em estradas públicas com veículos sem condutores humanos.

No palco principal da conferência de tecnologia e inovação, John Krafcik começou a sua apresentação mostrando a experiência da sua mãe, de 89 anos, num veículo autónomo.

Esta experiência fez o responsável sublinhar ainda mais as vantagens dos veículos autónomos, por permitir nomeadamente que idosos, sem capacidade de conduzir, não percam a sua mobilidade.

“Como ficou provado, muitas vidas podem ser transformadas, qualquer pessoa, em qualquer lado se pode beneficiar” dos veículos autónomos, garantiu ao público.

O responsável sublinhou ainda que a empresa “não está a construir um carro melhor, mas um condutor melhor”, já que vão acabar os erros humanos que provocam acidentes, assim como os “condutores alcoolizados, distraídos ou cansados”.

O empresário notou que esta nova realidade vai requerer “novos costumes e normas”, assim como a confiança dos humanos no ‘condutor’ autónomo.

E a melhor forma é mostrar o que o veículo “vê, pensa e faz”.

Assim, o passageiro humano pode, por exemplo, assistir, sentado nos assentos traseiros, através de um ecrã, à atividade do veículo autónomo e perceber a razão de uma paragem ou diminuição da velocidade.

A Waymo já perspetiva também a partilha de veículos, com o cliente a ‘chamar’ um transporte através de uma aplicação, num sistema que fará baixar custos e massificar usos.

A Web Summit decorre até quinta-feira, no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.

Segundo a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal, participam 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil 'startups', 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.