Cientistas do Instituto Nacional Marroquino de Ciências Arqueológicas garantem ter encontrado as mais antigas cáries da História.

Os dentes, com cerca de 15 mil anos, foram encontrados no meio de 51 maxilares da Idade da Pedra, numa gruta em Marrocos, e têm os vestígios mais antigos que se conhecem de cáries humanas.

Todos estes conjuntos de dentes, exceto três, mostram sinais de apodrecimento. Os responsáveis pelas escavações garantem que a descoberta desafia tudo o que se sabia sobre a História do Médio Oriente.

«O valor científico desta descoberta reside no facto de se tratar das primeiras e mais antigas cáries alguma vez encontradas. Estes indícios de cáries têm um significado muito interessante, porque dão a entender que as pessoas que viveram nesta caverna há 13500, talvez 15000 anos, consumiam alimentos ricos em carbohidratos ou açúcar durante longos períodos de tempo», afirma Abdeljalil Bouzouggar, do Instituto Nacional Marroquino de Ciências Arqueológicas.

É possível que os nossos antepassados armazenassem e consumissem «gulodices» milhares de anos antes do que se julgava. A descoberta sugere que os habitantes da «Grotte des Pigeons» comiam plantas cheias de carbohidratos e açúcar ao longo de todo o ano. As bolotas, os pinhões, pistácios e a aveias selvagem seriam muito populares, mas também alimentavam as bactérias na boca¿ e as cáries.

«Usámos raios X e analisámos os produtos e plantas que os humanos consumiam neste período. Essa análise foi feita por um especialista espanhol que estudou os vestígios de plantas e alimentos doces que os humanos de então comiam», continuou.

O cientista garante que muitas pessoas terão sofrido dores horríveis em resultado destas cáries.

Todas as investigações realizadas até aqui mostram que a saúde dentária dos humanos piorou quando os homens descobriram a agricultura. Os maxilares da «Grotte des Pigeons» sugerem que as comunidades agrícolas surgiram muito antes e que, ao que parece, o homem da Idade da Pedra já era guloso.



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