Existem quatro tipos diferentes de utilizadores do Facebook, que vão desde aqueles que usam a rede social para construir relacionamentos verdadeiros, àqueles que são apenas focados nos “gostos” e em receber atenção. Esta é a conclusão de um estudo da Universidade Brigham Young, no Utah, nos Estados Unidos.

Segundo o The Independent, os investigadores apresentaram 48 frases a alguns dos  utilizadores da rede social e pediram-lhes que escolhessem aquela com que mais se identificaram, com base na forma como usam o Facebook.

Depois de analisarem as respostas, acabaram por dividir os dois mil milhões de utilizadores da rede social em quatro grupos: os “construtores de relações”, os “mensageiros”, os “selfies” e os “espectadores”.

De acordo com este estudo, os utilizadores do tipo “construtores de relações” respondem e interagem com as publicações dos outros e usam os recursos do Facebook para fortalecerem os relacionamentos que têm para além do mundo virtual. Ou seja, para estes utilizadores, a rede social é uma extensão da vida real.

“O Facebook ajuda-me a expressar o amor pela minha família e permite que a minha família exprima amor por mim” foi a frase mais escolhida pelos considerados “construtores de relações”, segundo o investigador principal do estudo, Tom Robinson.

Já os utilizadores do tipo “mensageiros” tendem a não partilhar informações sobre si mesmos no Facebook, mas querem informar todos sobre o que está a acontecer, na sua localidade e no mundo. Para contactarem com os familiares e amigos usam outras formas.

Os “selfies” são considerados auto-promotores das suas páginas. Publicam fotos, vídeos e textos apenas para obterem “gostos” e comentários e receberem atenção. Segundo os investigadores, este tipo de utilizadores concordaram com a ideia de que “quanto mais notificações recebo, mais me sinto aprovado pelos outros”.

Por outro lado, os “espectadores” utilizam o Facebook apenas para observarem perfis de diferentes pessoas. De acordo com o investigador Clark Callahan, este tipo de utilizadores identificaram-se com a frase “posso observar livremente o perfil de Facebook de alguém, por quem eu esteja apaixonado e conhecer os seus interesses e o seu estado civil”.