Maria João Ramos, professora e investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, vai ser agraciada com o título Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo, Suécia, numa cerimónia a realizar em setembro, anunciou hoje a U.Porto.

«No mesmo edifício da capital sueca onde todos os anos são reconhecidos os laureados com o Prémio Nobel, Maria João Ramos, professora e investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), será agraciada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo», refere a universidade, salientando ainda que será a única portuguesa entre 10 distinguidos este ano pela instituição.

Maria João Ramos será homenageada pelo seu «relevante contributo científico no campo da proteómica computacional», área da Bioquímica dedicada ao estudo da estrutura e comportamento das proteínas através do computador, segundo explica fonte da Reitoria da U.Porto à Lusa.

Responsável pelo grupo de investigação em Química Teórica e Bioquímica Computacional da FCUP, Maria João Ramos tem «uma vasta reputação internacional nas áreas da catálise enzimática, mutagénese computacional, docking molecular e descoberta de drogas, sendo autora de mais de 250 artigos científicos em revistas internacionais», referiu a mesma fonte.

A professora catedrática e diretora do programa doutoral em Química da FCUP é licenciada em Química pela Universidade do Porto e doutorada pela Universidade de Glasgow (Escócia) e pelo Swiss Institute for Nuclear Research.

Na Universidade de Oxford (Inglaterra) realizou um pós-doutoramento em Modelação Molecular e foi durante muitos anos diretora associada do National Foundation for Cancer Research Centre for Computational Drug Discovery da Universidade de Oxford.

Maria João Ramos é ainda membro do comité internacional de coordenação do mestrado e do doutoramento europeus em Química Teórica e Modelação Computacional, integrado no programa Erasmus Mundus, do qual faz parte a própria Universidade de Estocolmo.

Entre os homenageados encontram-se também, entre outros, Eleanor Sharpston, do Tribunal de Justiça da União Europeia, e o filósofo francês François Recanati.