Duas equipas de cientistas à procura do fator que poderia desencadear a erupção de um supervulcão chegaram à mesma conclusão: estas catástrofes naturais podem acontecer a qualquer momento. Os dados foram divulgados pela revista online Nature Geoscience.

Anteriores investigações já tinham demonstrado que as erupções de supervulcões não eram desencadeadas pelo aumento da pressão na câmara magmática subterrânea simplesmente devido à injeção de quantidades cada vez maiores de magma.

As câmaras magmáticas dos supervulcões são demasiado extensas para que essa sobrepressão por si só leve à rutura da crosta terrestre e faça com que o magma chegue à superfície. Para tal acontecer, o excesso de pressão na câmara magmática de um supervulcão tem de ser 100 a 400 vezes maior do que a pressão atmosférica, explica o Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ESRF) de Zurique.

«Agora sabemos que não é preciso qualquer fator para desencadear uma supererupção. Um supervulcão pode entrar em erupção simplesmente por causa do seu impotente tamanho», acrescentou à CNN o cientista Wim Malfait da equipa do ESRF.

O modelo utilizado pela equipa de cientistas parece apontar para um aumento deste tipo de catástrofes naturais. Mas é algo que ainda está por confirmar, refere o cientista.

As supererupções só ocorrem a cada cem mil anos, mas quando ocorrem desencadeiam efeitos devastadores para o planeta.

Hoje em dia, existem cerca de 20 supervulcões, entre os quais o de Yellowstone nos Estados Unidos, o lago Toba na Indonésia ou o lago Taupo na Nova Zelândia.