O Centro de Astronomia e Astrofísica de Lisboa foi reconhecido pelo Observatório Europeu do Sul (OES) como Centro de Competências para validar os dados obtidos pelo maior radiotelescópio do mundo, anunciou esta quinta-feira a instituição portuguesa.

Como Centro de Competências para o radiotelescópio ALMA, o Centro de Astronomia e Astrofísica da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CAAUL) prestará apoio a candidaturas e projetos nacionais de observação, além de participar na validação e qualificação de dados antes de serem entregues aos investigadores e na resolução de problemas detetados no instrumento.

Em declarações à agência Lusa, o diretor do CAAUL, José Afonso, disse que se tratou de um reconhecimento formal, porque, na prática, esclareceu, o Centro começou «a validar e qualificar dados há um mês».

O CAAUL encontra-se envolvido em sete projetos de investigação com o ALMA, ligados à caraterização da formação e evolução das galáxias, nomeadamente as extremas, adiantou.

Portugal é um dos países-membros do Observatório Europeu do Sul.

O ALMA, que pode detetar galáxias muito distantes, resulta de uma parceria entre a Europa (OES), que gere e desenvolve este instrumento, a América do Norte (EUA e Canadá) e a Ásia Oriental (Japão e Taiwan), em colaboração com o Chile.

Considerado o maior radiotelescópio do mundo, o ALMA está instalado a mais de cinco mil metros de altitude, no planalto de Chajnantor, no Chile.

De acordo com o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa, cerca de 600 propostas - de um total de mais de 3.400 submetidas pela comunidade científica mundial - foram selecionadas após avaliação.