Cinco estudos publicados no jornal «Science», na última semana, demostram que o pó na superfície de Marte contém dois por cento de água. Estes dados constam nos relatórios sobre os cem dias no planeta vermelho.

De acordo com Chris Webster, diretor do departamento Planetary Sciences Instruments Office da agência espacial americana NASA, toda a equipa de cientistas mostrou-se surpreendida por ter encontrado uma tão grande quantia de água infiltrada no solo marciano. «É a primeira vez que o solo é analisado com este nível de precisão», salienta.

A amostra analisada pela missão «Curiosity» representa o que se poderia provavelmente encontrar em Marte, visto que o planeta é coberto por uma fina camada de solo superficial. «Agora sabemos que deve ter existido água em abundância em Marte», adianta Laurie Leshin, do Instituto Rensselaer (EUA) e líder do estudo.

Os relatórios incluem também a análise de uma amostra de pó, terra e solo de uma parte da Cratera Gale, conhecida como Rocknest (berço rochoso). O «Curiosity» identificou ainda dióxido de carbono, oxigênio e compostos sulfúricos, após aquecimento da terra coletada.

Não é a primeira vez que os cientistas encontram vestígios de água, quer no seu estado sólido, quer no seu estado líquido, em Marte.

A notícia divulgada pela agência espacial americana, vem alimentar a esperança de um dia poder hidratar astronautas cuja missão seria explorar o planeta vermelho.