Em Abril, os chineses surpreenderam toda a gente com uma impressora em 3D capaz de construir... casas. Aliás, não é só «construir casas». É conseguir construir 10 casas num único dia. E cada casa fica por menos de 5000 dólares, menos de 3700 euros por casa.

A demonstração de uma empresa privada chinesa recorre a betão de secagem rápida misturado com desperdício, quase como se fosse adobe. Implicou o uso de 4 impressoras, elas próprias do tamanho de pequenas vivendas, 10 metros de largura, quase 7 metros de altura. Mas foi a única coisa que foi preciso levar para o local de construção! Aqui não há camiões a andar para a frente e para trás dias a fio. A pegada ecológica de uma casa construída assim é ínfima. E não são só os chineses a querer fazê-las. Há pelo menos mais uma empresa nos Estados Unidos a desenvolver esta tecnologia.

Basicamente, aqui há um computador que manda os planos da construção para a impressora, que constrói a casa do princípio ao fim, sozinha, sem qualquer intervenção humana. As casas são seguras, até mais fortes que o normal betão armado. São muito mais baratas, muito mais rápidas de construir, acabam com os acidentes de trabalho (não há pessoas aqui!) e permitem uma flexibilidade na arquitetura como nunca antes foi possível. Quem diz casas diz pequenos edifícios... grandes edifícios, um dia até arranha-céus... ou mesmo bairros inteiros. Ou, indo ainda mais longe... à Lua. Não é preciso estarem lá pessoas. Depois das impressoras lá estarem... elas trabalham sozinhas.

Mas quem diz imprimir casas diz... pranchas de surf, por exemplo. A empresa recolhe os dados físicos de cada cliente e o seu estilo pessoal. As pranchas são feitas à medida de cada utilizador.

E guitarras. Uma empresa neozelandesa imprime guitarras por encomenda. São entregues em menos de duas semanas e são únicas e personalizadas. Para os clientes não stressarem, recebem periodicamente atualizações, com imagens de como a guitarra está a ficar.

Sapatos. A Recreus, por exemplo, usa filamentos especiais para imprimir sapatos desportivos e flexíveis.

Jóias. Alguns exemplos de anéis, a impressora, desenho em CAD, exemplos em close up, mais impressora, moldes, customização e personalização. Uma joalharia norte-americana começou a imprimir peças em ouro, prata e platina. Vende através da Internet, e com isto duplicou as vendas. O truque está na customização e na personalização nunca antes possíveis.

Maquilhagem. Na Universidade de Harvard, uma estudante fez uma impressora 3D que imprime produtos de maquilhagem a partir de qualquer computador, tablet ou telemóvel. Basicamente, rouba cores a fotografias do Pinterest ou no YouTube. Viu um pixel que gosta? Copie o código de cores e faça a sua própria base, ou sombra para os olhos. Como diz Grace Choi, a inventora, vivemos num mundo em que se vamos sair com as amigas e gostámos do batom de uma delas, tiramos uma fotografia à socapa e depois imprimimos um igual em casa.

E comida! Também já se pode ter uma impressora de chocolate em casa. Imprime-se qualquer forma, o que quiser, desde que o ficheiro caiba numa pen. Não precisam de ser chocolates sequer: esta funciona com pastéis, biscoitos ou outros pratos.

De resto, a própria Disney viu negócio nos ursos de peluche. Com a Universidade de Carnegie Mellon, desenvolveu um protótipo de uma impressora 3D que faz ursinhos em lã. Os brinquedos podem ser personalizados consoante o gosto da criança.

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