Uma investigação do Centro de Pesquisa Cooperativa em Biociências de Derio, Espanha, revela que o gene «MATIA» tem consequências diretas no tratamento contra o cancro do fígado mais comum, o carcinoma hepatocelular.

O estudo, liderado pelo diretor do CIC bioGUNE, José Maria Mato, em colaboração com a investigadora Shelly Lu, da Universidade do Sul da Califórnia, foi publicado na revista «Journal of Clinical Investigation».

O carcinoma hepatocelular (HCC) é a terceira forma de cancro mais letal do mundo. A liderar o pódio dos cancros mais mortais estão o cancro do pulmão e o cancro do estômago.

A investigação do «CIC bioGUNE» dá um novo enfoque ao tratamento do cancro do fígado, baseado em três moléculas MicroRNAs (miR-664, mR-485 e mR-495), implica um gene, «MATIA», cuja sua alteração tem consequências diretas no desenvolvimento neste tipo de tumor.

O estudo demonstrou que estas moléculas podem atuar como agentes modificadores da doença.

Durante a fase experimental, a equipa observou que a expressão das três moléculas aumenta nos casos de carcinoma hepatocelular.

Os investigadores verificaram que o silenciamento das moléculas reduz o crescimento do tumor e a inversão das metáteses no fígado.

Segundo Mato, «a novidade deste trabalho é que pela primeira vez foram identificados agentes celulares, responsáveis pelo silenciamento deste gene, e deu-se um passo em frente muito importante», escreve a Lusa.