A Google reuniu-se com os reguladores de dados da União Europeia para discutir as implicações da recente decisão do «direito a ser esquecido».

O Tribunal Europeu decidiu em maio que as publicações «irrelevantes» e «antigas» podem ser apagadas das pesquisas sempre que solicitado, mas esta prática levanta a polémica questão de saber se com tais ações não está a ser praticado um ato de censura.

O motor de presquisa recebeu até aos momento mais de 91 mil pedidos para «apagar publicações», mas, por enquanto, só o aplica aos motores europeus. Dai advém desde logo uma das críticas: os dados apagados são facilmente encontrados numa busca no motor universal «google.com».

Nesta reunião com as instâncias europeias, também transpiraram as dúvidas do regulador da União Europeia acerca das notificações que o Google faz, avisando que vai apagar as publicações.

Mas, como em tudo, há um reverso da medalha. São os defensores da privacidade contra a defensores da liberdade de expressão. Estes últimos argumentam que o processo vai ser abusado, a fim de encobrir informações que devem permanecer de fácil acesso ao público.



A BBC dá, pelo menos, dois exemplos de casos que acusam a «censura» na retirada dos links: um editor da BBC apresentou queixa e o Wall Street Journal recolocou em linha um artigo de 1998.

Quem tem razão? A polémica está instalada.