De todos os eventos estranhos da década de 1960, nenhum foi tão estranho como a experiência animal realizada nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos em 1965. Um neurologista, John C. Lilly tentou ensinar um golfinho, de seis anos, a falar inglês e para isso convidou Margaret Howe, de 23 anos e assistente do neurologista, a viver dia e noite com o golfinho Peter.

O objetivo era ensinar o golfinho a falar e para isso o animal e a tratadora comiam, dormiam e brincavam sempre juntos.

O que ninguém previu é que Peter, o golfinho, além de aprender algumas palavras em inglês, se apaixonasse por Margaret.

Depois de quase cinco décadas de silêncio, Margaret Howe contou toda a história num documentário realizado pela BBC.

Segundo a treinadora, de domingo a sexta-feira Margaret vivia uma rotina rigorosa, tendo apenas os sábados livres. O dia começava às 8:00 com a primeira aula de inglês de Peter. O objetivo era que ele reproduzisse sons que ela lhe ensinou e com o tempo, o golfinho conseguiu pronunciar uma aproximação das palavras «um», «nós», «triângulo» e «olá».

Na segunda semana de convívio, Peter já só queria jogar à bola com Margaret e não sozinho. A partir desse momento, Margaret notou que algo alarmante tinha acontecido: «Peter ficou sexualmente excitado várias vezes durante a semana». O golfinho tinha-se apaixonado pela treinadora.

No entanto, o maior problema surgiu quando a experiência terminou e o laboratório fechou com falta de financiamento. Os golfinhos foram transferidos para outro laboratório em Miami e rapidamente a saúde de Peter deteriorou-se. Após algumas semanas, Margaret recebeu a notícia de que Peter tinha morrido por se recusar a respirar.

O veterinário Andy Williamson concluiu que a morte de Peter foi provocada pela separação de Margaret.

Dr. Lilly, embora ridicularizado por grande parte da comunidade científica, continuou as suas pesquisas sobre a comunicação entre os seres humanos e os golfinhos nos anos oitenta.