Por: Redacção / VG | 18- 3- 2010 13: 35
A Universidade de Coimbra quer instalar um novo super-computador, 20 vezes mais potente que o actual Milipeia, cujos
pedidos de utilização para cálculo científico ultrapassam já o dobro da capacidade instalada, avança a Lusa.
Com
520 processadores e uma «capacidade de armazenamento de informação de cinco mil gigabytes e mil gigabytes de memória central»,
o Milipeia é actualmente «o mais rápido e potente computador português para computação de alto desempenho».
De
acordo com uma nota divulgada esta quinta-feira pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC),
acabam de ser concedidas «três milhões de horas de tempo de processador a 33 projectos científicos mas o total de pedidos
ultrapassou os seis milhões de horas».
Para o coordenador do Milipeia, Pedro Vieira Alberto, a procura «revela
que o sistema de super-computação actual está saturado e já não é suficiente para as necessidades dos investigadores» portugueses,
sendo também um sinal de que «a investigação em Portugal está a amadurecer, a ter capacidade, competitividade crescente,
que os sistemas de investigação são cada vez mais sofisticados».
Para responder à crescente procura, a Universidade
candidatou ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) a instalação de um novo super-computador, com cerca de cinco
mil processadores e uma capacidade de cálculo 20 vezes superior à do Milipeia.
«Será essencial para dar um salto
qualitativo e quantitativo na investigação científica e consolidar a posição de destaque que Coimbra e a Região Centro já
ocupam no panorama da super-computação», considerou o responsável.
A ser aprovada a candidatura ao QREN, o novo super-computador
ficará entre os maiores e mais potentes da Península Ibérica, concluiu.
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