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«Concertos» de iphone e de skate

Projecto é uma parceria com a Universidade Júnior. O som é aliado às novas tecnologias

Por: Redacção / Renata Silva  |  16- 7- 2009  18: 55

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Jovens durante «concerto» Iphone

O iphone não é só um telemóvel e o skate não é apenas um objecto para um desporto. Pelo menos não para os jovens que participaram na iniciativa pedagógica da Casa da Música em conjunto com a Universidade de Júnior de aliar a música às novas tecnologias.

O desafio foi aceite e, esta quinta-feira, foram apresentados na Casa da Música uma orquestra de Iphone e o «Skate Ensemble». Quatro dias de aprendizagem resultaram em duas actuações dentro da Casa da Música com sons produzidos a partir de Iphones, com reportório criado pelos próprios jovens.

Entusiasmados com o projecto, os jovens explicaram como se faz música a partir de um Iphone. «Tem um programa instalado. Usamos o touchscreen e podemos também abanar o telemóvel e resulta em som. Também podemos soprar para o Iphone», revelou um dos participantes.

«Foi bastante produtivo», acrescentou Pedro, outro dos jovens que aceitou a experiência devido ao gosto pela música. «Traz-me sentimentos de paz e harmonia», revelou acerca da actividade.

Já Paulo Rodrigues, coordenador do serviço educativo da Casa da Música, realçou a iniciativa por serem os jovens «a pôr as mãos na massa» e a terem um contacto com a música «muito diferente do que é normal».

«O skate não é só barulho»

Quando o Iphone parou de tocar, começaram os sons provenientes do projecto «Skate Ensemble» que juntou vários jovens praticantes de skate na parte exterior do edifício.

«Colocamos microfones debaixo do skate e amplificamos. Ao mesmo tempo que ando de skate, manipula o som, tem sons diferentes». É como explica um dos jovens que se aliou ao projecto, Pedro Gonçalves, o funcionamento do «Skynth», equipamento usado.

«Estive a ver as actividades da Universidade Júnior, vi skate e vi logo que queria e ainda por cima tinha música», explicou o jovem que se inscreveu desde logo na iniciativa.

«O skate não é só fazer barulho». É a mensagem que deixa e que diz querer transmitir.

«A nossa ideia era pegar no skate e com os sons que ele faz, com estilos diferentes, podemos transformar isso em música», explicou.

O «Skate Ensemble» contou com a colaboração de Carlos Guedes, que elaborou o Skynth em parcerias com Kirk Woolford e INESC-Porto e tem o apoio da Direcção Geral das Artes, INESC - Porto, Companhia do Som, ESART-IPCB e do Programa UT Austin - Portugal.

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