O Facebook vai mudar as práticas que determinam a seleção dos tópicos mais populares – os “trending topics”, em inglês. A decisão, conhecida esta terça-feira, surge em resposta às suspeitas de que a rede social censurava notícias provenientes dos meios de comunicação mais conservadores. Ainda assim, a empresa voltou a reiterar que não há indícios de que tenha havido parcialidade na escolha dos temas.

Mark Zuckerberg quer mudar a fórmula usada, até aqui, para seleccionar os tópicos mais populares – uma ferramenta que ainda não existe em Portugal, mas que, para se ter uma ideia, é muito semelhante à que já existe no Twitter. passar, por exemplo, a contar mais com o peso dos algoritmos.

Uma das medidas anunciadas pela empresa foi estabelecer que esta seleção de temas já não vai depender de uma lista restrita, constituída por apenas dez sites, e que inclui por exemplo o The New York Times, a CNN e o The Washington Post.

Por outro lado, a relevância das notícias também já não vai ser determinada por uma lista que engloba um total de 1000 sites. 

As alterações surgem como resposta à polémica que começou quando foi avançado, pelo site Gizmodo, que o Facebook censurava os meios conservadores dos Estados Unidos 

As suspeitas caíram mal entre responsáveis de media e personalidades políticas da ala conservadora. E a controvérsia levou a que um comité do Senado norte-americano abrisse um inquérito sobre esta matéria.

As respostas do Facebook foram divulgadas esta segunda-feira, em comunicado. A empresa tecnológica informou que uma investigação interna não revelou indícios de parcialidade de forma sistemática. Admitiu, contudo, que possa ter havido erro humano, isto é, uma parcialidade intencional da equipa de editores de conteúdos, em casos isolados.

"Sabemos que o sistema exige o julgamento humano, não é apenas um processo automático."