Pode ser um conceito difícil de acreditar, mas a empresa Laser Power Systems é uma das que está a trabalhar nesta ideia, ao usar energia de baixa radioatividade provinda do tório, para criar motores eficientes que não precisam de reabastecimento. Já imaginou ter um carro que só precisa ser abastecido uma vez a cada 100 anos? Talvez até mais?

O tório é um dos materiais mais densos do planeta, descoberto no século XIX e nomeado em homenagem ao Deus nórdico «Thor», tem baixa radioatividade e contém 20 milhões de vezes mais energia numa pequena porção, que o petróleo em igual quantidade.

Um motor movido a tório seria autossuficiente durante uma vida inteira. Quer isto dizer que a preocupação não seria ficar sem combustível, mas antes ficar sem carro antes de este acabar.

No entanto, segundo disse o Dr. Charles Stevens, presidente da Laser Power Systems, ao «Mashable» estes veículos não serão globalmente comercializados antes das próximas duas décadas.

«Os carros não são o nosso interesse principal, a indústria automóvel não os compra», disse Stevens.

Segundo o doutor, a indústria automóvel está demasiado focada nos motores a gasolina e demorará um par de décadas até que a tecnologia do tório seja utilizada o suficiente noutras indústrias para que os produtores de automóveis lhe deem atenção.

O objetivo da empresa é outro.«Nós estamos a desenvolver isto para «energizar» o mundo».

O presidente da empresa quer criar uma turbina do tamanho de um ar condicionado que conseguirá fornecer energia mais forte e barata a restaurantes, hotéis, escritórios, até pequenas povoações em lugares remotos do planeta que ainda vivem sem eletricidade.

Depois, em algum momento o tório poderia fornecer energia a casas particulares.

O presidente da LPS, entende, no entanto, o medo que este produto poderá causar às pessoas por se tratar de um elemento radioativo. O que Stevens chama de preocupações sem fundamento.

«A radiação que seria produzida por um destes produtos seria tão fraca que poderia ser selada por papel de alumínio doméstico. Há mais radiação num raio-x feito num dentista que neste caso», concluiu Stevens.