Os alunos de Matemática e Física do ensino secundário vão participar em 2015, pela primeira vez, no estudo internacional «TIMSS Advanced», focado nos conhecimentos em «áreas tomadas como prioritárias na política educativa», informou o Ministério da Educação.

O «TIMSS Advanced», que numa tradução livre do inglês pretende ser um estudo representativo das tendências internacionais do estudo de Matemática e Ciências, será aplicado pela IEA (sigla inglesa para Associação Internacional de Avaliação do Sucesso Escolar), concebido por entidades com as quais a IEA tem protocolos estabelecidos, e os alunos podem ser avaliados no ano terminal do ensino secundário ou no ano inicial da formação superior.

De acordo com as informações prestadas pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), a participação no estudo será voluntária e a avaliação vai ter por base uma amostra, composta por um conjunto de alunos representativos do universo estudantil em causa no sistema educativo a nível nacional, a frequentar as disciplinas de Física e Química e Matemática no ensino secundário.

O «TIMSS Advanced», que se dirige a alunos do secundário que se preparam para seguir estudos superiores nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia ou matemática, pretende dar a conhecer a proporção de alunos a estudar Matemática e Física e Química em relação ao total dos estudantes do secundário, assim como o desempenho destes alunos tendo em conta padrões internacionais escalonados entre avançado, elevado e intermédio.

«A avaliação abrange os conteúdos específicos da Matemática e da Física e os processos mentais utilizados pelos alunos para resolverem os problemas propostos na prova», especificou o MEC.

O MEC acrescentou ainda que «tal como nas restantes provas TIMSS, a avaliação é acompanhada por questionários que coligem informação sobre um conjunto de fatores de contexto que permitem relacionar o desempenho com as circunstâncias da aprendizagem da Matemática e da Física no ensino secundário».

O Ministério tutelado por Nuno Crato considera esta prova «um instrumento fundamental para o desenvolvimento de políticas que suportem ou consolidem a preparação das próximas gerações de cientistas e engenheiros» e facilitar futuras «intervenções de regulação» nas disciplinas em causa.

«A participação de Portugal em estudos de avaliação internacional do desempenho dos alunos é de grande interesse para o sistema educativo, especialmente quando aqueles geram dados contextualizados face à quantidade e à qualidade dos recursos mobilizados, as características socioeconómicas e culturais das famílias e ao interesse dos alunos pelas áreas avaliadas», sublinhou o Ministério, que considera que a avaliação de acordo com padrões internacionais vai facilitar comparações entre os resultados nacionais e estrangeiros.

Os resultados do «TIMSS Advanced» devem ser conhecidos em 2016.

Apesar de ser a primeira vez que Portugal participa nas provas «TIMSS» ao nível do ensino secundário, já tinha, em 1995 e 2011 integrado este estudo internacional, mas ao nível do 4.º ano de escolaridade.

Também em 2011, os alunos a concluir o 1.º ciclo do ensino básico participaram no estudo PIRLS, sigla inglesa para um programa de avaliação de leitura e literacia entre os mais novos.

Ao nível de estudos internacionais, Portugal participa ainda regularmente, e desde 2000, no estudo PISA, promovido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), escreve a Lusa.