Os tentilhões de Darwin nas ilhas Galápagos, Equador, têm conseguido livrar-se das larvas que parasitam nas moscas através do uso de fibras de algodão com inseticida nos seus ninhos, segundo um artigo publicado esta segunda-feira na revista Current Biology.

"Tentilhão de Darwin" é o nome atribuído ao pássaro que pertence a 13 das 14 espécies diferentes, mas estritamente relacionadas, que Charles Darwin descobriu nas ilhas Galápagos por volta de 1837 e que ainda lá se encontram. A décima quarta espécie desta ave habita na Ilha do Coco, na Costa Rica.

Segundo o estudo, encabeçado por Sarah Knutie, da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, os pássaros aproveitaram as fibras de algodão com inseticida que os cientistas colocaram ao seu alcance em locais próximos dos ninhos, escreve a agência noticiosa Efe.

Knutie, que temia a extinção da espécie, explicou que as moscas foram introduzidas recentemente no arquipélago e converteram-se em parasitas presentes em quase todas as espécies de pássaros que habitam nas Galápagos.

Se nada for feito, dentro de alguns anos, cem por cento dos tentilhões de Darwin podem morrer devido aos parasitas, alertou a responsável.

Ainda de acordo com o estudo, cerca de 85% dos ninhos desta espécie continham algodão com inseticida colocado em diversos pontos das Galápagos pela equipa de investigadores.

Os ninhos que continham esse algodão estavam totalmente livres de parasitas, revela ainda o estudo.