O telescópio espacial Hubble foi colocado em órbita da Terra há 26 anos, no dia 24 de Abril de 1990, e para celebrar a ocasião, a Nasa divulgou uma nova fotografia comemorativa da data, que foi adicionada à galeria da Hubble Heritage. Este ano, a honra coube à Nebulosa Azul.

A Nebulosa Azul, cujo nome oficial é NGC 7653, parece uma delicada bolha de sabão pendurada no espaço. É tão grande que esta é a primeira vez que a vemos na totalidade numa única imagem, o que foi tornado possível pela Wide Field Camera 3, instalada no telescópio em 2009. Antes disso, o Hubble tirou fotos da nebulosa em 1998 e 2000, refere o jornal britânico The Huffington Post.

A nebulosa está a 7.100 anos-luz de distância na constelação de Cassiopeia, descoberta em 1787 por William Herschel, o descobridor do planeta Urano. É iluminada por duas fontes: a nebulosa envolve uma jovem estrela massiva, muito quente, cujos ventos sopram gás e poeira para o exterior, de modo a dar forma à nebulosa. Esse tipo de estrela é chamado de Wolf-Rayet.

Paralelamente, uma nuvem molecular gigante, que está nas proximidades, estimula a nebulosa, o que faz com que ela brilhe.

A estrela que expeliu a nebulosa tem 45 vezes a massa do nosso Sol e, além de ser muito quente, produz ventos estelares muito intensos com velocidades da ordem de 6,5 milhões de quilómetros por hora.

Insuflada por um vento desses, a Nebulosa Azul já atingiu um diâmetro de 7 anos-luz, quase uma vez e meia a distância até à estrela mais próxima da Terra. À medida que se expande, a nebulosa choca com regiões mais densas do espaço e isso explica a forma assimétrica.

As cores magníficas da Nebulosa Azul são originadas pela ionização de espécies químicas do gás que ela contém, como, por exemplo, oxigénio, hidrogénio e nitrogénio, e fazem-na parecer um enorme balão de aniversário.