Seis em cada dez pessoas no mundo têm telemóvel, o que significa que a rede móvel é a tecnologia mais usada pela população mundial, de acordo com um relatório das Nações Unidas divulgado esta segunda-feira citado pela agência Lusa.

No final de 2008, estima-se que existissem cerca de 4,1 mil milhões de subscritores de serviços móveis, contra os cerca de mil milhões que se registavam em 2002.

Também a subscrição das redes fixas cresceu, ainda que de forma menos acentuada, uma vez que existiam 1,27 mil milhões de subscritores deste serviço no fim do ano passado e um milhão em 2002.

«Verificou-se uma clara mudança das redes de telefone fixo para os serviços móveis», lê-se no relatório da União Internacional das Telecomunicações (UIT), que refere ainda que dois terços dos telemóveis em uso são dos países em vias de desenvolvimento.

O uso da Internet mais que duplicou entre 2002 e 2007: estima-se que 23 por cento da população mundial tenha usado a Internet em 2007 contra apenas 11 por cento em 2002.

Os países em vias de desenvolvimento estão na cauda do acesso à banda larga: em África, apenas uma em cada 20 pessoas acedeu à Internet, em 2007.

Nórdicos no topo

No índice de desenvolvimento em tecnologias da informação e comunicação, que mede a evolução do sector entre 2002 e 2007, a Suécia está em primeiro lugar, seguida pela Coreia do Sul, Dinamarca, Holanda, Islândia e Noruega.

Myanmar foi o único país em que os indicadores de desenvolvimento tecnológico caíram drasticamente: o acesso à banda larga nos países da África do Sul desceu 90 por cento em relação a 2002.

Os mais baratos

Quanto a tarifários, o Irão, Taiwan e os Emirados Árabes Unidos são os países em que os serviços de telefone fixo são mais baratos, sendo Madagáscar o país que mais cobra por estes serviços.

Hong Kong, Dinamarca e Singapura são os países que praticam preços mais baixos para a rede móvel, sendo o Togo o país em que estes serviços são mais caros.

Quanto à Internet, os Estados Unidos, Canadá e Suíça são os países que cobram menos pelo acesso à banda larga, enquanto o Burkina Faso é o que pratica preços mais elevados para este serviço.