Um grupo de investigadores norte-americanos alega ter descoberto uma bateria que dura a vida toda e é 400 vezes mais eficiente do que as atuais.

Segundo a BBC, a descoberta aconteceu por acidente quando uma cientista da Universidade da Califórnia, Mya Le Thai, que testava formas de substituir o lítio líquido das baterias por opções mais seguras, decidiu envolver numa capa de gel fios de nanocabos de ouro.

 

"Mya estava 'a brincar' e cobriu tudo com uma fina capa de gel antes de começar o ciclo", explicou Reginald Penner, conselheiro do departamento de química da Universidade, à revista Popular Science, acrescentando que a cientista "descobriu que apenas usando este gel (de eletrólitos) podia submetê-los a ciclos (de carga e descarga) centenas de milhares de vezes sem que perdessem sua capacidade".

Os nanocabos de ouro são filamentos milhares de vezes mais finos que o cabelo humano, altamente condutores e com uma superfície que permite o armazenamento e a transferência de energia. Por serem demasiado frágeis não aguentam a pressão de carga e descarga, mas o caso muda de figura quando envolvidos por um gel de eletrólitos. 

Desta forma a bateria pode trabalhar de forma contínua durante mais de 200 mil ciclos de carga, quando as atuais compostas por lítio "morrem depois de cinco mil ou seis mil ciclos, sete mil no máximo", observou Reginald Penner. 

Para já estas baterias ainda não vão ver fabricadas em massa, porque apesar de os filamentos serem finos são constituídos por ouro e têm um custo elevado. No entanto, está a ser estudada uma forma de substituir o ouro por um metal mais comum, como o níquel.