Por: tvi24 / PP | 12- 12- 2009 12: 17
A Universidade da Beira Interior está a desenvolver um tecido com sensores electrónicos para prevenir lesões em doentes
acamados ou com mobilidade reduzida, revelou o responsável pela investigação à Agência Lusa.
Estão em preparação
coberturas para camas que vão detectar pressão prolongada em determinadas partes do corpo. Os sensores vão alertar pessoal
médico para mudarem a posição dos pacientes e evitarem úlceras de pressão ou escaras.
No universo de uma unidade
de saúde, «estas complicações têm uma prevalência de três a 30 por cento e custos económicos associados muito elevados», explicou
Nuno Belino, docente da UBI e investigador na área dos têxteis não convencionais.
O projecto Medtex vai ser financiado
com cerca de 500 mil euros durante três anos pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e desenvolvido em parceria
com a empresa têxtil Quinta de São Cosme, em Gouveia.
A aplicação está prevista para enfermarias ou espaços de internamento
com vista a facilitar as tarefas de quem cuida de várias pessoas ao mesmo tempo ou em casos de doentes em coma, cuidados intensivos
ou pós-operatório.
Nos espaços em que o novo têxtil venha a ser utilizado haverá um servidor que vai recolher as
informações de cada cama através de redes sem fios.
«O projecto prevê que quem esteja a cuidar de vários pacientes
receba alertas em tempo real sobre a posição de cada um no telemóvel ou noutros dispositivos móveis», sublinhou Nuno Belino.
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