A passagem da Terra pela órbita do cometa «Swift-Tuttle» originou a chuva de estrelas cadentes «Perseidas», que foi visível a olho nu neste fim de semana. Hoje, segunda-feira, vai ser o dia de maior atividade.

O fenómeno repete-se anualmente, por esta altura, e pode ser observado à vista desarmada, durante a noite, com céu limpo e muito escuro, fora das cidades, num local exterior amplo como o campo.

A «Perseidas» tem o seu pico de atividade na segunda-feira, ao emitir uma média de 110 meteoros por hora. Contudo, de acordo com Rui Agostinho, pode ser vista a olho nu também este sábado e no domingo, com uma média de 80 a 90 meteoros por hora. No céu, a chuva de estrelas cadentes ou meteoros surge como uma série de rasgos luminosos.

De acordo com o OAL, a «Perseidas» é popularmente conhecida como «Lágrimas de São Lourenço», em homenagem ao santo festejado a 10 de agosto. O seu nome científico deve-se ao ponto do céu de onde parece vir - o radiante -, localizado na constelação de Perseus.

A chuva de estrelas cadentes, cientificamente designada como chuva de meteoros, acontece quando a Terra cruza um enxame de meteoroides, neste caso na órbita do cometa «Swift-Tuttle».

O Observatório Astronómico de Lisboa refere que há registo de «Perseidas» desde os séculos VIII, IX e X. Porém, só em 1835 o astronómo belga Adolphe Quételet (1796-1874) mostrou que era uma chuva regular.