O cientista britânico Stephen Hawking defende a importância de haver «licenciados com formação científica para garantir o desenvolvimento económico» e alertou para a dificuldade de os jovens optarem por carreiras científicas se os cortes no setor continuarem.

Num encontro organizado pelo diário espanhol El Mundo, o físico inglês deixou uma mensagem ao governo espanhol: «Não se pode incentivar os jovens a estudar carreiras científicas com cortes no campo da investigação».

Stephen Hawking, que sofre de uma doença neurodegenerativa desde os 21 anos, salientou na entrevista que gostaria de ser recordado pelo seu trabalho na cosmologia e nos buracos negros.

Também deixou claro a sua postura sobre a religião: «Antes de entendermos a ciência, o lógico era acreditar que Deus criou o Universo, mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente (...), não há Deus algum. Sou ateu. A religião acredita nos milagres, mas estes não são compatíveis com a ciência».

Sobre este tema, o cientista acredita que o homem irá acabar por entender a sua origem e a estrutura do universo.

"Na verdade, agora mesmo já estamos perto de alcançar esse objetivo. Na minha opinião, não há nenhum aspeto da realidade fora do alcance da mente humana", disse.

O prestigiado científico, que usa um complexto sistema para comunicar através dos músculos do seu rosto, deverá intervir duas vezes no Festival Starmus: uma para explicar a sua teoria sobre como o Bosão de Higgs poderia causar a destruição do universo e outra para falar dos buracos negros.

Hawking intervém esta semana no Festival Starmus de Tenerife.