Por: Redacção / MM | 2- 9- 2010 14: 23
O cientista britânico Stephen Hawking anunciou, esta quinta-feira, a publicação de um novo livro onde exclui a possibilidade
de Deus ser o criador do Universo, ao contrário daquilo que defendia numa teoria anterior.
Da mesma forma que o darwinismo
já tinha, no passado, rejeitado a necessidade de um criador no campo da biologia, também o conhecido astrofísico britânico
argumenta agora - numa obra que em breve estará nas bancas - que as mais recentes teorias científicas rejeitam o papel de
um criador do Universo.
Stephen Hawking afirma que o Big Bang - a grande explosão que originou o mundo - terá sido
uma consequência inevitável das leis da física, o que contradiz a teoria que o cientista tinha defendido no passado, no livro
«Uma Breve História do Tempo», publicado em 1998 e rapidamente transformado num êxito de vendas.
Nessa obra, Hawking
sugeria que não existia qualquer incompatibilidade entre a existência de um Deus criador e a compreensão científica do Universo,
chegando mesmo a afirmar que se a comunidade científica chegasse a descobrir a teoria completa, tal «seria o triunfo definitivo
da razão humana» já que, nesse altura, «seria possível conhecer a mente de Deus».
No novo livro, intitulado «O Grande
Desígnio» e que estará à venda a partir de 09 de Setembro, precisamente uma semana antes da visita do papa Bento XVI à Grã-Bretanha,
o astrofísico sustenta que a ciência moderna não deixa lugar à existência de um Deus criador do Universo.
O cientista
considera que a prova que sustenta o seu argumento é o facto de ter sido observado, em 1992, um planeta que girava em torno
de uma estrela distinta do Sol. Hawking alega que essa observação comprova a possibilidade de existirem outros planetas e
universos. O que significa, em seu entender, que se a intenção de Deus seria criar o Homem, estão os restantes universos seriam
redundantes.
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