A Yahoo garante que foi «ameaçada» pela administração de Barack Obama para divulgar os dados dos seus utilizadores no âmbito do programa de vigilância revelado por Edward Snowden.

«Tivemos que lutar a cada passo para evitar as tentativas de vigilância por parte do Governo dos Estados Unidos. A determinado momento, o Governo ameaçou impor-nos uma multa diária de 250 mil dólares (193 mil euros) se recusássemos obedecer», escreveu o chefe de Assuntos Jurídicos da Yahoo, Ron Bell, no blogue da empresa.

A luta entre a administração norte-americana e a Yahoo começou em 2007, quando o governo mudou a lei para obter informações sobre os utilizadores da Internet. A empresa recusou divulgar estes dados, considerando o pedido «inconstitucional», mas perdeu o caso em tribunal e foi obrigada a revelá-los.

A partir daí, refere Ron Bell, a empresa começou a tentar que o arquivo do caso fosse desclassificado, o que está agora a acontecer, orientando a discussão legal para a pressão do governo de Obama.

O programa de vigilância PRISM, da Agência de Segurança Nacional (NSA), revelado por Snowden, obrigava as empresas tecnológicas como a Yahoo, a Google, o Facebook, a Apple, o AOL e a Microsoft, a revelarem informações sobre os seus utilizadores.

«Levamos a segurança pública muito sério, mas também estamos comprometidos com a proteção dos dados dos nossos utilizadores. Continuaremos a enfrentar aqueles pedidos e leis que consideramos ilegais, pouco claras ou exageradas», concluiu Bell.