O lançamento da «Oral B Smartseries», uma escova de dentes que consegue interagir com um iPhone/Android para melhorar a eficácia da escovagem diária, abriu definitivamente a porta à questão: O que falta tornar «smart»?

«A internet das coisas» foi o tema principal do Mobile World Congress em Barcelona, onde se analisaram as potencialidades de ligar objetos comuns, como escovas de dentes ou máquinas de lavar, à «rede».

Os primeiros foram os telemóveis e as televisões, no último ano a internet e a interatividade chegou aos relógios e já em 2014 chegou a escova de dentes inteligente. Lançada recentemente no Reino Unido, o objeto consegue monitorizar os hábitos de higiene oral do seu utilizador (e até enviar esses dados para o seu dentista).

No campo dos «smart», telemóveis e televisões estão já disseminados, ao contrário dos frigoríficos e das máquinas de lavar que ainda vão demorar, mas em Barcelona, 2014 foi certamente o ano do Smartwatch. Samsung, Sony e Huawei apostaram forte, não só nos relógios, mas nas fitas de pulso para exercício físico que monitorizam os próprios sinais vitais do seu utilizador.

Esta reinvenção crescente dos objetos está a entusiasmar, principalmente, as operadoras de serviços móveis, que querem expandir a transferência de dados ao maior número de aparelhos possível. Carros que «falam» com a estrada, frigoríficos que detetam automaticamente quando têm falta de algum alimento, ou uma máquina de lavar que consegue avisar o seu utilizador quanto tempo tem de esperar para retirar a roupa são possibilidades reais não muito distantes.

Não só a ligação das máquinas à internet, mas também a interação entre as próprias máquinas é uma preocupação das operadoras, que já vêm uma parte das suas redes ocupadas por essas ligações e esperam vê-las crescer ao ponto de representarem 250 milhões de ligações mundialmente no final deste ano.

«Atualmente temos 13 milhões de aparelhos ligados à nossa rede, das quais 1,6 milhões são máquina-para-máquina (M2M). Estamos a trabalhar para aumentar essas ligações para 32 milhões, e as M2M vão ter um papel muito importante nesse campo», disse Olaf Swantee, chefe executivo da EE (operadora móvel britânica) ao The Guardian.