
Pela terceira vez em menos de um ano, o maior site dos talibãs afegãos,foi atacado por hackers. Um porta-voz talibã já veio culpar as agências de inteligência do ocidente de intensificarem a guerra cibernauta. No Afeganistão, o combate faz-se no terreno, mas também na Internet.
De acordo com a agência Reuters, os hackers, não identificados, invadiram o site dos talibãs, o «El Emara», por duas vezes na quinta feira, substituíndo imagens de vitória por imagens de execuções e de apoio ao governo Afegão e às forças de segurança, mudando o idioma para inglês, árabe e pashto.
Algumas das fotografias mostram mulheres a serem baleadas na cabeça e enforcadas pelos talibãs, ou mulheres de burcas a serem espancadas.
«Recorrer a qualquer tipo de violência é errado, especialmente se for encorajada por talibãs cobardes que defendem o assassinato de civis inocentes», podia ler-se na mensagem deixada em inglês.
Segundo o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, «o site foi paralisado por inimigos e pelos serviços de investigação estrangeiros», ou seja, «o inimigo tenta empurrar propaganda. O inimigo está preocupado com o que é publicado no nosso site. Eles não compreendem, logo tentam reagir».
O porta-voz da NATO recusou-se a comentar esta acusação. Mas não deixou de relatar um rol de mensagens anti-NATO que os talibãs puseram a correr nas redes sociais.
Estes ataques cibernáuticos surgem num momento em que a NATO lançou uma larga ofensiva anti-talibã junto à fronteira do Afeganistão com o Paquistão.