O radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, descobriu que os sinais misteriosos e repetitivos são emitidos por um objeto exótico e poderoso e vêm sempre do mesmo local no universo, muito longe da nossa galáxia.

Segundo o Mail Online, as primeiras descobertas - feitas em 2007 - deixaram os cientistas bastante confusos até terem descoberto que estes sinais vêm sempre do mesmo sítio. As novas explosões aconteceram em 2012 e 2015 e foram detetadas apesar de se tratarem de pequenas explosões de ondas de rádio que atravessam o universo com um breve clarão em apenas alguns milésimos de segundos e que desaparecem tão rápido quanto aparecem.

Arecibo Observatory spots a fast radio burst that keeps on bursting https://t.co/8F3raeiRxj #tech pic.twitter.com/Il2jAhOMRA

— Digital Roots (@DesignRoots_App) 3 de março de 2016

Segundo Jason Hessels, líder da equipa de investigação e astrónomo na Universidade de Amesterdão e no Instituto de Rádioastronomia da Holanda, a equipa ainda tem a esperança de conseguir usar a direção de origem das pulsações para saber o que as origina. 

Encontrar a galáxia de onde é emitido este sinal é crucial para entender as suas propriedades. Assim que soubermos a localização precisa no céu poderemos comparar observações feitas a partir de telescópios ótios e de raio-x para saber o que lá existe"

Ao início pensava-se que as explosões eram causadas por incidentes cataclísmicos que destruiam a sua própria origem, como a explosão de uma estrela para uma supernova ou uma estrela de neutrões a colapsar no buraco negro, mas as novas descobertas, publicadas na revista ciêntifica Nature, sugerem que a causa será outra com uma origem permanente. 

Arceibo radio telescope detects signals from a 'powerful exotic object' in space
https://t.co/O9aV563stI

Oh my God!

 

— ciutadaindignat (@ciutadadelmon) 2 de março de 2016

Para os cientistas a descoberta é muito importante para o estudo em questão.

 Soube imediatamente que a descoberta seria muito importante", refere Paul Scholz, astrónomo na Universidade de Mcgil e o primeiro a detetar o sinal, 

As dez novas rápidas explosões de rádio encontradas têm três vezes mais a medida máxima de dispersão esperada para uma fonte dentro da Via Láctea, mas ainda assim os resultados contradizem um outro estudo publicado, na semana passada, na revista Nature.

Repetitive patterns found in mysterious cosmic bursts of radio waves https://t.co/NJ9kCqi4np pic.twitter.com/ab89hrKmzx

— Arecibo Observatory (@NAICobservatory) 2 de março de 2016

O estudo determina que as rápidas explosões de ondas de rádio estão relacionadas com eventos cataclísmicos como explosões de raios gama de curta duração que não conseguem gerar episódios de repetição.

O aparente conflito entre os estudos pode ser resolvido se se confirmar que existem pelo menos dois tipos de fontes de rápidas explosões de rádio", avança Victoria Kaspi, astrofísica na Universidade de Mcgil.