Receia o número de horas de trabalho que passa sentado ou de pé? Ora, segundo um novo estudo britânico, nenhuma posição tem mais benefícios para a saúde que a outra.

A conclusão é dos investigadores das universidades de Exeter e College London, que acompanharam mais de 5.000 pessoas durante 16 anos. O trabalho foi publicado, segunda-feira, no International Journal of Epidemiology.

O estudo foi divulgado numa altura em que os empregadores no Reino Unido apostam cada vez mais em áreas de trabalho que permitam as duas posições, sentado e de pé, e desafia os avisos do serviço nacional de saúde do Reino Unido (NHS), que alerta que “permanecer sentado por muito tempo faz mal à saúde, independentemente da quantidade de exercício que seja realizada”.
 
“Qualquer posição fixa onde o gasto de energia seja baixo pode ser prejudicial à saúde, esteja sentado ou de pé”, contrapôs a investigadora Melvyn Hillsdon, do departamento de Desporto e Ciências da Saúde de Exeter.
 
“Os resultados deste estudo lançam dúvidas sobre os benefícios de áreas de trabalho que permitam as duas posições e nas quais os empregadores estão a apostar cada vez mais com o objetivo de promoverem ambientes de trabalho mais saudáveis”, argumentou ainda.
 
A investigação concluiu também que o risco de mortalidade dos participantes no estudo que trabalhavam sentados não era maior durante o tempo livre ou simplesmente quando estavam sentados a ver televisão.

Segundo um alerta divulgado no ano passado, a NHS dizia haver ligações "cada vez maiores” entre as muitas horas que as pessoas passavam sentadas e a obesidade, diabetes tipo II, alguns tipos de cancro e morte súbita, recomendando uma pausa ativa a cada 30 minutos.
 
“Façam algumas tarefas de pé, como tomar café e conversar ou até escrever uma carta. Ernest Hemingway escreveu os seus romances de pé”, constava no alerta do serviço nacional de saúde do Reino Unido, citando alguns especialistas na área.